Preço: 10.00€ - Desconto 50% Passaporte
Sénior, Cartão Jovem Municipal, Cartão
Municipal de Pessoa Portadora de Deficiência
Jovens até 35 anos: 5.00€
Descontos não acumuláveis
Programação aqui!
A parada agora é Copenhagen, capital do Reino da Dinamarca! Estou aqui participando da WOMEX, uma feira de música que acontece anualmente em algum país europeu. São mais de três mil inscritos de mais de 90 países. Hoje foi o primeiro dia e desta vez estamos com um estande, dividido com São Paulo e Espírito Santo.
Vou me apresentar na próxima terça no projeto Para Todos do Conservatório da UFMG com uma formação basicamente acústica de violões, violas, e percussão. Nesse show, que é um desdobramento do pocket que eu fiz na abertura do Tom Zé no Palácio das Artes e no CCBB do Rio e de Brasília, todos no primeiro semestre, aproveito para apresentar, além de novas versões para canções de meu primeiro álbum solo, Autófago (Selo Musical / 2007), algumas inéditas que vão integrar o meu próximo trabalho, Cavalo Motor. O disco está em fase de pré-produção e a previsão de lançamento é para março de 2010. Vou estar acompanhado por Guilherme Castro (viola, violões e vocal), Rafael Azevedo (violões, baixolão e dobro) e Leo Dias (percussões).
Haverá uma mesa de debates com os editores falando sobre o processo de edição da revista. Logo após o debate, serão exibidos vídeos e acontecerá um sarau com performance de Leo Gonçalves e Benjamim Abras, projeção de imagens de Marcelo Terça-Nada, leitura de poemas por Sérgio Fantini e outros colaboradores da revista. Todos os presentes estão convidados a participar da festa-sarau.
A Revista de Autofagia é um projeto desenvolvido desde 2004 por mim e pelo Bruno Brum. Na sua terceira edição, a publicação que reúne poesia, fotografia, artes gráficas, música, tradução, ensaio, cartum e uma variedade de outras manifestações artísticas conta já com um time de mais de cinquenta colaboradores de todo o país.
Referência no mercado editorial brasileiro, onde as raras publicações do gênero não costumam passar da primeira edição, a Revista de Autofagia vem colhendo elogios tanto de escritores consagrados como de novos criadores que buscam nela um espaço para a divulgação de seus trabalhos.
Com um projeto gráfico arrojado e um cuidado editorial que lhe garantem um lugar na estante – ao contrário da maioria das revistas que vai para o cesto – ela tem propositadamente uma periodicidade irregular, o que confere à publicação um charme adicional, gerando expectativa e especulações sobre as próximas edições.
O primeiro número foi publicado em maio de 2006. Os números 2 e 3 estão sendo publicados agora.
Conteúdo
O número dois da revista tem dossiê com o poeta Renato Negrão, desenhos de Sandro Saraiva, colagens de Vítor Martins Leal, poemas de Elisa Andrade Buzzo, Bruno Brum, Bernardo Amorim, conto de Hans Henny Jahnn traduzido por Marcus Tulius Franco Morais, entrevista com Pablo Capilé, Ahmad Jarrah e Lenissa Lenza do Espaço Cubo.
O terceiro número traz poemas de Allen Ginsberg traduzidos por Leo Gonçalves, Kenneth Rexroth e Bill Knott traduzidos por Reuben da Cunha Rocha, um dossiê com o escritor Sérgio Fantini, poemas de Micheliny Verunshck, Joca Reiners Terron, Júlia Studart, Manoel Ricardo de Lima, Mônica de Aquino, Paulo Scott, Guilherme Rodrigues, Fabrício Marques, Letícia Féres, litogravuras de Marcelo Terça-nada!, ensaio de Fernanda Salvo, conto de Jorge Rocha.
10 razões para se lançar uma revista hoje:


Sei que estou afastado, que abandonei este blogue nas últimas semanas. Mas as correrias tem sido muitas. Desde o ano passado que entrei no olho do furacão e não há previsão dos ventos soprarem mais brandos.
Nunca me obriguei a fazer ou publicar relatos de minhas viagens. Muitas vezes é um tédio, compromissos burocráticos, seminários, feiras, reuniões. Mas as pessoas ficam curiosas, sempre perguntam. Me lembrei de um texto do Walter Benjamin chamado “O Narrador”, onde ele diz que o narrador é, por definição, um viajante, e que dele não se espera nada menos que o relato do novo, do desconhecido. Nesses tempos de Gloogle Earth, Wikipedia, Youtube e Twitter nada é tão novo e desconhecido ao redor do planeta. Mas nem por isso as pessoas pararam de se interessar pelo relato dos viajantes.
Vou falar então de algumas coisas que foram novidades para mim nessas viagens recentes - algumas nem tão recentes - e que quero compartilhar com os leitores desse blogue. Nada demais, mas ao menos eu atualizo o blogue sem precisar falar sobre a crise no Senado!
Religiões portenhas
Como não terminei o relato portenho, re-começo pela peregrinação atrás das casas de tango numa fria madrugada de setembro em Buenos Aires. Depois de alguma pesquisa a indicação era de uma casa chamada “El Boliche del Roberto”. Pensei, mas um boliche? Fui com o pé atrás, mas a fonte parecia confiável e me garantiu que ali eu encontraria o que não se encontra nas casas de tango-show, caça-níqueis de turistas.. Não teve erro, boliches são os equivalentes argentinos a nossas biroscas, botecos, bitacas. Não havia, pelo menos nos que eu fui, sequer uma mesa de sinuca ou de totó, muito menos uma pista onde se busca strikes! Havia música ao vivo, acústica, tango cantado acompanhado por violão. Mais uma vez eu me surpreendi, como aconteceu em Lisboa e em Sevilha, com o silêncio religioso durante aqueles sets de cinco ou seis músicas intercedidos por intervalos de vinte minutos. A maior parte do público eram argentinos que conheciam o repertório inteiramente e, num local onde havia pelo menos umas cem pessoas, podia-se ouvir perfeitamente de qualquer parte da casa os senhores que dispensavam microfones e sistemas de amplificação que não a caixa de ressonância de seus violões e de seus próprios pulmões!
É inevitável a comparação. Imagine ouvir em qualquer cidade do Brasil um repertório com clássicos de Cartola, Nelson Cavaquinho, Lupicínio Rodrigues, Geraldo Pereira nessas condições? Impossível!
Mas eu iria me surpreender ainda mais. Dia seguinte fui ao Clube Fernández Fierro Orquesta Típica. Uma espécie de galpão, com mesas e cadeiras e um palco ao fundo, atrás de uma tela de proteção. O palco era ocupado por dez pessoas: piano, contrabaixo acústico, dois violinos, violoncelo, três bandoneons e um mestre de cerimônias, que em certos momentos assumia o microfone para apresentar as músicas, entreter a platéia ou recitar um poema sobre a base musical.
O mais impressionante é que embora a formação fosse de uma orquestra típica de tango, com uma estrutura semelhante ao octeto de Piazzola, a atitude dos músicos no palco era a de uma banda punk. A forma furiosa e performática com que eles tocavam, os contrapontos absurdos que eles faziam questão de ressaltar, causavam ainda mais impacto por ser aquele lugar, com aquelas características e com aquela luz. Certamente, poucas vezes vi a iluminação interferir tanto num espetáculo musical quanto daquela vez. A linha de frente do palco, com os três bandoneons alinhados, liderados por um bandoneonista mascarado e com longos cabelos rastafári, executava seus instrumentos com tanta maestria e fúria que a performance se transformava em algo da ordem do fantástico, dada a plasticidade do instrumento que ora parecia em sua amplitude as pernas abertas de uma dançarina nas mãos firmes de seu parceiro em pleno vôo.
Depois disso eu assisti também um concerto do Fito Paes, mas nada que me causasse uma impressão sequer próxima da Orquestra. O mais curioso para mim foi a reação da platéia, que se comportava como se estivesse num jogo de futebol, cantando e torcendo ao mesmo tempo. Com efeito, o tango e o futebol são uma espécie de religião para o argentino. Num dos passeios, próximo à Casa Rosada, me deparei com um grupo de manifestantes que reinvindicava algo ruidosamente. Mas não era um movimento de trabalhadores contestando uma medida tomada pelo governo, sequer era uma classe social definida: eram torcedores do Racing reinvindicando apoio do governo para determinadas ações que deveriam ser tomadas em relação ao clube.
Retornei no dia seguinte e quando fui à Calle Florida procurar discos e regalos, me assustei com uma enorme fila que virava quarteirões. Pensei: será que estão comprando ingressos para ver o jogo da seleção argentina? Nada disso, eram os fãs de Madona se acotovelando.
A Outra Cidade (2003) no Música da Boa
Autófago (2008) no The Bossa Blog
Desde pequeno torço pelo glorioso Metaluzina, de Barão de Cocais. Fui meia-esquerda e batia os pênaltis no dente-de-leite e depois nas categorias subsequentes. Tinha uma técnica infalível de concentração que desenvolvi lendo “O Kung Fu de Bruce Lee”. Naquela época me parecia uma associação natural.
Durante a semana eu pensei em várias pautas para esse poste. Podia falar das reformas da Lei Rouanet e da criação do Fundo Nacional de Cultura; da reunião que tivemos com o ministro Juca Ferreira para tratar desse assunto; do show que farei na próxima quinta no Parque Municipal, aqui em Belo Horizonte; da criação do meu perfil no twitter; da seleção para participar de um festival em Londres, no mês de novembro; dos shows que rolaram em Brasília e no Rio nas últimas semanas e das conversas com Tom Zé no camarim do Palácio das Artes; da participação no belíssimo e delicado show da Maísa no Teatro Alterosa; dos discos do Rafael Macedo, do Leo Minax e da Carol Saboya, que chegaram esta semana com canções minhas; da viagem que farei para Alagoas no início de maio; do seminário internacional sobre música que estou ajudando a organizar e da mesa que vou mediar na semana que vem; etc.

“Disco e show da Maísa Moura é um bordado táctil, pictórico, na tessitura da canção. Um sítio, um som que te pega pela mão, diante dos imbricamentos da letra e do tom e ponto a ponto palmilham linhas que vão se fazendo diante dos acasos e dos ocasos. Evidenciando os contrastes de cor e luz, por meio de uma banda que se souberam acolher e de uma interpretação sutil, singular. Um disco para se lançar no outono, porque outonos estão se tornando raros, de uma cantora inteligente, de voz rara.”
Fui convidado a tocar na abertura do show que Tom Zé fará em Belo Horizonte no Grande Teatro do Palácio das Artes na próxima quarta, dia 25 de março. A última apresentação que assisti do baiano foi em São Paulo três anos atrás quando ele lançava o sarcástico Estudando o Pagode. Naquela ocasião escrevi: "Mais afiado e lúcido do que nunca, Tom Zé pensa e faz pensar a cultura brasileira, levanta bandeiras que hasteadas por qualquer outro soariam panfletárias. Ele no entanto escapa ileso com seu humor irônico e sua sutileza perspicaz. Me lembrei de Jello Biafra, do Dead Kennedys pela sagacidade e acidez crítica. Me lembrei também de Denise Stoklos. Sei que poucos artistas me deram a impressão de domínio tão completo do palco, o êxtase, a contenção, o improviso e a precisão cirúrgica do corte no momento certo!". Subscrevo!
Depois disso o redivivo tropicalista já rodou o mundo, lançou mais dois discos indispensáveis e passou a escrever frequentemente num blogue: tomze.blog.uol.com.br
Aqui Tom Zé vai apresentar as canções de seu mais recente trabalho, "Estudando a Bossa - Nordeste Plaza", o didático (todo disco de Tom Zé tem algum ensinamento escolástico) e delicioso disco em homenagem aos 50 anos da Bossa Nova.
Tocar antes de um senhor de 72 que tem lugar de destaque na história da cultura brasileira não é tarefa fácil. Principalmente quando esse sujeito é uma de suas principais referências!
Seja como for, faz tempo que não me encontro com o marido de Dona Neusa e vai ser ótimo re-encontrá-lo nesta situação: provavelmente durante a passagem de som. Não combinamos nada e acho improvável que tenhamos tempo para ensaiar alguma coisa juntos. Mas quem sabe?
Por determinação contratual não poderei levar minha banda. Sendo assim me apresento em formato acústico e reduzido: Guilherme Castro na viola e no violão de aço e Rafael Azevedo no violão de aço e no baixolão. No repertório algumas coisas do Autófago e outras que devem entrar no próximo disco, Cavalo-Motor, previsto para 2010.
Deixo aqui três dicas à queima-roupa:
Nave Maria, lançado pela RGE em 1984, seria o último disco por uma grande gravadora e é o prenúncio do ostracismo, que se arrastaria por todos os anos oitenta até o advento de David Byrne. É um disco seminal, um dos meus preferidos. Infelizmente menosprezado pela crítica e desconhecido do público.
Tropicalista lenta luta, o livro memória-crônica-entrevista-depoimento lançado pela Publifolha em 2003. Fica na minha estante ao lado de "Os Últimos Dias de Paupéria" do Torquato e "Verdade Tropical" do Caetano. É um equilíbrio instável...
Fabricando Tom Zé, documentário dirigido por Décio Matos Jr. durante a turnê européia de 2005, mistura formatos (película, video, animação) e formas (entrevistas, imagens de shows, bastidores, processo criativo) para tentar dar conta da diversidade do documentado. Entre vaias e aplausos, mea-culpa e desabafos, a cena em que o iraraense dá um esporro no técnico durante a passagem de som no Festival de Montreux, na Suíça, é antológica!
Mais informações aqui.
Ouvi dizer que os ingressos estavam se esgotando!
Todos estão convidados para o lançamento dos Editais do Música Minas - Programa de Estímulo à Música, parceria com o Fórum da Música de Minas. O programa envolve um edital de passagens, um edital de circulação nacional por algumas capitais, a confecção de um catálogo, produção de um documentário, criação de um portal e a participação de uma delegação mineira em feiras nacionais e internacionais.
Data: 24 de março de 2009
Horário: 15 horas
Local: Palácio da Liberdade - Belo Horizonte - Minas Gerais
Para confirmar presença:
Telefone (31) 3299-4068
E-meio: cerimonial@governo.mg.gov.br
Mais informações sobre o programa: www.programamusicaminas.com.br
Sigo daqui a pouco para São João Del Rey. Hoje eu dou uma oficina sobre Contra-Indústria e amanhã apresento o show do disco Autófago. No show, que acontecerá no Largo São Francisco, estarei acompanhado pela minha banda completa e contarei com a luxuosa participação da cantora portuguesa Susana Travassos, quem eu conheci ano passado durante a WOMEX em Sevilha, na Espanha. Ela vai cantar duas músicas inéditas que pretende gravar em seu próximo disco.
O show e a oficina acontecerão dentro da programação do Conexão Vivo. Confira a programação completa aqui.
O edital tem como objetivo a promoção e difusão da música mineira no Brasil e no exterior. Dessa forma, financiará passagens aéreas a músicos, produtores, jornalistas, estudiosos e técnicos do setor, com o objetivo de possibilitar a sua participação em atividades culturais promovidas em âmbito nacional ou internacional.
A concessão do apoio financeiro será viabilizada com recursos oriundos do convênio estabelecido entre o Fórum da Música de Minas Gerais e a Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais. O Fórum é formado pelas entidades COMUM (Cooperativa da Música de Minas), SIM (Sociedade Independente da Música), AMMIG (Associação Artística dos Músicos de Minas Gerais), CMMI (Circuito Mineiro de Música Independente) e AMMUCE (Associação dos Amigos do Museu Clube da Esquina).
A consulta tem como objetivos a apresentação do edital desenvolvido pelo Fórum ao setor musical mineiro e o recebimento de sugestões que possam ser incorporadas ao texto final. A consulta acontecerá no dia 04 de Março, às 19 horas, no auditório da Escola Técnica de Formação Gerencial do SEBRAE-MG localizado à Av. Barão Homem de Melo, 329 - Nova Suíça. A lotação do auditório é de 100 lugares e a participação seguirá a ordem de chegada, respeitando-se a capacidade do local.
Já fui técnico em eletrônica industrial. Já trabalhei como garçom, balconista e abandonei no último semestre o curso de filosofia. Já fiz também uns bicos como videoartista e fotógrafo. Ultimamente ganho uns trocados como um operário da contra-indústria. Escrevo aqui quando sobra tempo, ou quando me sinto culpado por deixar os leitores tão abandonados!